ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019
Artigo Original Philbois et al Estimulação isolada do VE em bradiarritmias Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):410-421 Figura 3 – Composição da população estudada. VD: ventrículo direito, VE: ventrículo esquerdo. Período: Junho/2012 a Janeiro/2014 Potenciais candidatos para o estudo (n = 417) 326 individuos não foram incluídos • Não apresentavam os critérios de elegibilidade para o estudo (n = 289) • Não aceitaram participar (n = 37) Randomização (n = 91) Grupo VD (n = 36) Grupo VE (n = 55) Excluídos do estudo Impossibilidade de implante no VE (n = 20) Perdas de seguimento (n = 0) Perdas de seguimento (n = 0) Implante no VD (n = 36) Implante no VE (n = 35) Inclusão Composição da população Intervenção Análise final convencional por bradiarritmias, sendo, portanto, potenciais candidatos a participar do estudo. Destes, 91 pacientes foram incluídos no estudo (Figura 3). A inclusão de pacientes foi interrompida precocemente por decisão consensual do comitê de monitoramento do estudo em função de problemas relacionados com a segurança do uso do cabo-eletrodo Medtronic Attain StarFix ® Modelo 4195 OTW . Após essa decisão, não foram incluídos outros participantes. Por outro lado, o seguimento clínico foi mantido até que o último paciente, que foi incluído em janeiro de 2014, tivesse completado 24 meses de acompanhamento pós-operatório. A interrupção precoce do estudo ocorreu pela dificuldade de se obter condições adequadas de estimulação ventricular esquerda com a técnica operatória definida no protocolo de pesquisa, em parte da população estudada. Características demográficas e clínicas basais A população incluída nesta análise foi composta pelos 71 indivíduos que participaram de todas as fases do estudo. Houve discreto predomínio de indivíduos do sexo feminino (52,1%), assim como dos declarados da raça branca (69,0%). No momento da inclusão, a idade média foi de 66,5 ± 11,2 anos, variando de 24 a 85 anos. As características demográficas e clínicas foram similares nos dois grupos, exceto pela presença de Doença de Chagas, que foi mais frequente no Grupo VE (Tabela 1). Características operatórias MPs atrioventriculares foram implantados em 95,8% dos indivíduos estudados. A indicação da estimulação ventricular de câmara única em 3 (4,2%) pacientes foi consequência de serem portadores de fibrilação atrial permanente. Detalhes dos procedimentos cirúrgicos realizados nos pacientes dos Grupos VD e VE encontram-se descritos na Tabela 2. A comparação dos dados, relacionados às operações realizadas para implante dos dispositivos utilizados no estudo, mostram diferenças significativas entre os grupos. O tempo para implante do cabo-eletrodo ventricular esquerdo foi maior do que o tempo gasto para o implante do cabo de VD, em média, 32,4 minutos a mais. A duração total do procedimento, entretanto, foi ainda maior, em média, 36,3 minutos a mais nos pacientes do Grupo VE. A via de acesso utilizada para introdução dos cabos‑eletrodos também diferiu significativamente entre os dois grupos, sendo mais frequente o uso da dissecção da veia cefálica, isoladamente ou em associação com uma punção na veia subclávia, em pacientes alocados para o Grupo VE. A análise 414
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