ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019

Artigo Original Philbois et al Estimulação isolada do VE em bradiarritmias Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):410-421 Figura 1 – Diagrama mostrando as principais fases do estudo. VD: ventrículo direito, VE: ventrículo esquerdo. Pacientes elegíveis para o estudo Avaliação Pré-operatória Avaliação Clínica Avaliação Laboratorial Ecocardiograma RANDOMIZAÇÃO (2:1) Implante de cabo-eletrodo VD Implante de cabo-eletrodo VE Seguimento Clínico Avaliação Clínica: 10-15 dias, 1, 6, 12, 18 e 24 meses após o procedimento Avaliação do marca-passo: 1, 6, 12, 18 e 24 meses após o procedimento Ecocardiograma: 6 e 24 meses após o procedimento Desfecho Primários • Sucesso do procedimento cirúrgico • Segurança do procedimento • Eficácia do procedimento Desfecho Secundários • Desfechos clínicos – Insuficiência cardíaca e hospitalização • Desfechos ecocardiográficos – Remodelamento e sincronia cardíaca Recrutamento Composição dos grupos Seguimento Desfechos A lista de distribuição aleatória foi gerada por computador por meio do programa Statistical Analysis System (SAS), em proporção 2:1 para o implante no VE. Para garantir um equilíbrio na distribuição dos pacientes, optou-se pela randomização em blocos, sendo gerada uma lista com blocos de 10 para alocação dos pacientes nos dois grupos do estudo. A alocação foi realizada por meio de envelopes opacos, selados e numerados sequencialmente. O momento da alocação do paciente sempre ocorreu na véspera do procedimento cirúrgico, após adequada avaliação dos critérios de elegibilidade para o estudo. O processo de montagem dos envelopes e a lacração foi realizado por pessoa independente, não envolvida em nenhuma das etapas do estudo. O cegamento de todos os pacientes e do pesquisador responsável pela avaliação dos desfechos do estudo foi garantido ao longo de todas as fases do estudo. Por tratar-se de umprotocolo com intervenção cirúrgica, não foi possível manter o cegamento da equipe cirúrgica e da equipe responsável pelas avaliações eletrônicas do MP. Intervenções do estudo As duas principais intervenções realizadas durante este estudo foram o implante de MP convencional ventricular direito (Grupo VD) ou esquerdo (Grupo VE). O procedimento cirúrgico para implante do MP foi realizado sempre pela via transvenosa segundo as rotinas habituais da nossa Instituição. Nos pacientes alocados no Grupo VD, o cabo-eletrodo Medtronic CapSureFix Novus® 5076-58 foi implantado, preferencialmente, na porção intermediária do septo interventricular, sempre sob visão indireta pela fluoroscopia. Na impossibilidade de se obter boa fixação ou boas condições de estimulação ou de sensibilidade na posição intermediária, o cabo-eletrodo ventricular foi implantado no septo apical ou no de saída. Nos pacientes alocados para o Grupo VE, com o auxílio da fluoroscopia, o cateter deflectível explorador Medtronic 6228 CTH foi introduzido no seio coronário, servindo de guia para a introdução do cateter-guia deflectível Medtronic Attain 6227 DEF . Com este último introduzido no seio coronário, foi realizada a flebografia do seio coronário em posição oblíqua anterior esquerda a 30 graus, com o auxílio do cateter-balão Medtronic Attain 6215 e contraste iodado não iônico ( Iodixanol , VisipaqueTM). Uma vez definida a anatomia radiológica do seio coronário e de suas veias tributárias, o cabo-eletrodo Medtronic Attain StarFix® Model 4195 OTW unipolar foi introduzido em uma das veias da parede lateral ou póstero lateral (Figura 2). No caso de impossibilidade de se utilizar as veias das paredes lateral ou póstero lateral por condições inadequadas de 412

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