ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019
Relato de Caso Daniel e Falcão Dissecção espontânea coronária - casos e revisão Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):473-476 Do ponto de vista angiográfico, deve-se considerar o diagnóstico de DEAC quando há linha de dissecção, com ou sem luz falsa, redução súbita e significativa de calibre, ou obstrução com bordas lisas e sem aspecto de doença aterosclerótica. 6 Por ser uma luminografia bidimensional, a cinecoronariografia revela pouco em relação à parede arterial coronária, onde está a principal alteração da DEAC.³ A USIC e a tomografia de coerência óptica (OCT) têm se mostrado como ferramentas importantes no diagnóstico de DEAC, nos casos em que há dúvida à angiografia, Figura 1 – Cateterismo cardíaco demonstrando estenose no terço médio/distal do tronco da coronária esquerda e estenose segmentar severa no óstio/terço proximal da artéria descendente anterior nas projeções cranial direita (A), caudal direita (B) e cranial esquerda (C). Reestudo, após seis meses, evidenciando melhora significativa das obstruções nas projeções cranial direita (D), caudal direita (E) e cranial esquerda (F). Figura 2 – Cateterismo cardíaco demonstrando estenose moderada no terço médio e estenose segmentar moderada/grave no terço distal da artéria descendente anterior (DA) nas projeções cranial (A), caudal direita (B) e cranial esquerda (C). Reestudo, após três meses, evidenciando melhora significativa da obstrução no terço distal da DA, persistindo obstrução moderada no terço médio, que foi tratada com técnica de stent direto (projeção cranial, imagens: D, E e F). 474
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