ABC | Volume 111, Nº3, Setembro 2018

Artigo Original Kanar et al Função do VD após reabilitação pulmonar Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):375-381 Figura 1 – Imagens bidimensionais representativas do strain ventricular direito. Corte apical de quatro câmaras pela técnica speckle tracking mostrando o strain longitudinal global e regional do ventrículo direito. L.Strain: strain longitudinal; L. Strain Rate: taxa de strain longitudinal. livre em uma imagem estática ao final da sístole. Um programa automático calculou os deslocamentos dos pontos quadro a quadro na região de interesse ao longo do ciclo cardíaco. As curvas do strain longitudinal foram obtidas a partir de seis segmentos do VD – basal, medial e apical da parede livre e do septo. A curva do strain global do VD baseou-se na média das seis curvas regionais do strain , e curvas do strain longitudinal da parede lateral do VD foram obtidas repetindo-se as mesmas análises (Figura 1). A extensão da deformação domiocárdio ( strain longitudinal global ou regional) foi expressa como porcentagem do encurtamento longitudinal na sístole em comparação ao encurtamento longitudinal na diástole para cada segmento de interesse. No dia seguinte, todas as análises foram repetidas duas vezes pelo mesmo observador, para avaliar a variabilidade intraobservador, a qual foi calculada como a diferença média entre as 10 medidas realizadas. Um segundo observador independente repetiu as análises para avaliação da variabilidade interobservador, calculada como a média de duas observações de todos os parâmetros. As variabilidades intraobservador e interobservador foram 5% e 7%, respectivamente. Análise estatística Todos os testes estatísticos foram realizados utilizando‑se um programa disponível comercialmente (SPSS 16.0 for Windows; SPSS, Inc., Chicago, IL, EUA). As variáveis foram investigadas por recursos visuais (histogramas, gráficos de probabilidade) e métodos analíticos (teste de Kolmogorov‑Smirnov, teste de Shapiro-Wilk) para verificar se os dados apresentavam distribuição normal. No cálculo amostral, seriam necessários 46 pacientes com DPOC e 32 indivíduos sadios em cada grupo para detectar diferença de dois pontos na escala DAN, com poder de 80% e nível de significância de 1%. As variáveis categóricas são apresentadas em números e porcentagens, e os dados contínuos expressos em média ± desvio padrão. Uma vez que todas as variáveis apresentaram distribuição normal, coeficientes de correlações foram calculados pelo teste de Pearson, e comparações dos dados quantitativos pelo teste t para amostras pareadas. Um valor de p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados Em nosso estudo, foram incluídos 46 pacientes (idade média 60,8 ± 10,2 anos; 28 homens) comDPOC leve a muito grave, submetidos à RP, e 32 indivíduos sadios (idade média 58,5 ± 8,9 anos; 13 homens). As características basais são apresentadas na Tabela 1. Distribuições de sexo e idade foram similares entre os dois grupos. Segundo a classificação GOLD, 377

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