ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Diretrizes 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):230-289 Tabela 5.2 – Monitorização clínica e laboratorial da reativação de infecção pelo Trypanosoma cruzi , após transplante cardíaco na doença de Chagas e no tratamento etiológico Classe de Recomendação Indicação Nível de Evidência Monitoramento I Antes do transplante Dois testes sorológicos para doença de Chagas, realizados por diferentes métodos, para o potencial receptor e potencial doador Após transplante C Consultas clínicas periódicas com atenção para sinais/sintomas de reativação, incluindo eletrocardiograma e ecocardiograma Pesquisa de Trypanosoma cruzi de rotina no sangue (esfregaço, hemocultura e xenodiagnóstico) para diagnóstico de reativação da infecção Biópsias endomiocárdicas periódicas de rotina, com pesquisa de Trypanosoma cruzi por histologia Biópsias endomiocárdicas de rotina, com pesquisa de Trypanosoma cruzi por imuno-histoquímica quando houver inflamação moderada Pesquisa de Trypanosoma cruzi em tecidos (pele, medula etc.) em quadro compatível com reativação da infecção por Trypanosoma cruzi IIa Biópsias endomiocárdicas periódicas de rotina, com pesquisa de Trypanosoma cruzi por PCR C IIb Pesquisa de Trypanosoma cruzi de rotina no sangue por PCR qualitativo ou quantitativo C Tratamento I Benzonidazol 5 mg/kg/dia durante 60 dias C PCR: reação em cadeia de polimerase. 5.4.3. Tratamento Etiológico da Reativação Na presença de sinais/sintomas e/ou identificação do parasito no sangue, liquor ou tecido, recomenda-se iniciar tratamento etiológico imediatamente. No Brasil, o benzonidazol (derivado nitroimidazólico) é o medicamento recomendado como tratamento de primeira linha e deve ser obtido via Ministério da Saúde. 250,273 Os comprimidos têm 100 mg da substância ativa. Sua absorção se dá pelo trato gastrintestinal, e a excreção é predominantemente renal, commeia-vida de 12 horas. A dose recomendada é de 5 mg/kg/dia, por 60 dias de tratamento, sendo a dose diária dividida em duas ou três vezes. 273 Seu efeito colateral mais importante é a dermatite do urticariforme, que ocorre em cerca de 30 a 60% dos pacientes, já no final da primeira semana de tratamento, apresentando boa resposta terapêutica com o uso de anti-histamínicos ou pequenas doses de corticosteroides. Poucos são os casos que se acompanham de febre e adenomegalia, condições em que a medicação deve ser suspensa. Outros efeitos adversos incluem polineuropatia (mais tardia), com dor e/ou formigamento nos membros inferiores e anorexia. Leucopenia significativa e agranulocitose são raras e, quando presentes, também determinam interrupção do tratamento. 250,273 O nifurtimox não está disponível no Brasil. Estas medicações tripanossomicidas estão contraindicadas em gestantes e em pacientes com IR ou hepática. 250,273 Alopurinol na dose de 600 mg/dia durante 60 dias, para lesões cutâneas, e 900 mg/dia por 60 dias em casos de miocardite é uma alternativa em casos de reações adversas ao benzonidazol embora seus benefícios ainda necessitem de confirmação em maior número de pacientes 274 . Não existe evidência que suporte a estratégia de tratamento anti T. cruzi profilático da reativação. Estas drogas anti- Trypanosoma têm efeitos colaterais importantes e não levam a cura da infecção crônica. Um paciente pode ter mais de um episódio de reativação após tratamento. Portanto, é preciso manter a monitoração da reativação mesmo após tratamento anti anti- Trypanosoma . 250,267 Errata Considerar correta a seguinte numeração de página do sumário para os itens: onde se lê pág. 4, considerar 231; respectivamente: 5, 234; 6, 235; 7, 236; 10, 239; 11, 240; 13, 242; 15, 244; 16, 245; 18, 247; 19, 248; 20, 249; 21, 250; 22, 251; 23, 252; 30, 259; 33, 262; 34, 263; 35, 264; 37, 266; 39, 268; 41, 272; 44, 273; 46, 275; 47, 276; 48, 277; 49, 278; 50, 50; 51, 280. Para os itens indicados com as páginas 24-28 e 31-32, considerar: 4.1.2, 4.1.2.1, 4.1.2.2, A) Ciclosporina – pág. 253; B) Tacrolimus, 4.1.2.3, A) Azatioprina, B) Micofenolato, 4.1.2.4, A) Sirolimus – pág. 255; B) Evrrolimus, 4.1.3, 4.2, 4.2.1, 4.2.2, 4.2.2.1 – pág. 256; 4.2.2.2 – pág. 257; 4.2.3 – pág. 258; 4.2.3.1 – pág. 258; 4.2.3.2 – pág. 258; 4.3.2, 4.3.3, 4.3.3.1 – pág. 260; 4.3.3.2 – pág. 261. Na página 251, a numeração correta dos itens “Gravidade" e "Biomarcadores”, respectivamente, é 3.4.4 e 3.4.5. Na página 252, a numeração correta do item “Estratégias de Prevenção e Tratamento” é 3.4.6. 280

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