ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Diretrizes 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):230-289 Tabela 2.11 – Uso de inotrópicos e vasodilatadores no manejo de pacientes em lista para transplante cardíaco Características BIA ECMO TandemHeartTM Impella CP® CentriMag® EXCOR® Mecanismo Pneumático Centrífugo Centrífugo Axial Centrífugo Pulsátil Via de acesso Percutâneo Percutâneo/direto por toracotomia Percutâneo Percutâneo Direto por toracotomia Direto por toracotomia Suporte hemodinâmico 0,5 L/min > 4,5 L/min 4 L/min 3,7 L/min Até 8-10 L/min Até 8 L/min BIA: balão intra-aórtico; ECMO: oxigenação por membrana extracorpórea. B.2) Critérios de Indicação B.2.1) Ponte para Transplante Cardíaco Situação em que os dispositivos podem oferecer suporte hemodinâmico e estabilidade clínica até a realização do transplante, no contexto da gravidade progressiva dos pacientes e pela indisponibilidade de realização do transplante em um curto prazo. O uso de DACM temporários nesta condição é inquietante, já que o tempo de espera na fila pode ultrapassar o tempo de duração do dispositivo. 36 B.2.2) Ponte para Candidatura DACM temporários: situação de necessidade de suporte hemodinâmico imediato, devido ao alto risco de morte por falência cardíaca. No momento do implante, não é possível estabelecer se haverá reversão de disfunções orgânicas e, então, não se tem certeza da elegibilidade para o TxC (Tabela 12.13). DACM de longa permanência: situação clínica proibitiva ao TxC, porém, se modificável, permite que o paciente torne-se candidato ao transplante (por exemplo: hipertensão pulmonar e neoplasias com potencial cura) (Tabelas 2.14 e 2.15). 36 2.2. Doador 2.2.1. Avaliação do Candidato a Doador A seleção do possível doador é feita seguindo-se determinados critérios de inclusão e exclusão (Tabela 2.16). 2.2.1.1. Estratégias para Confirmação do Potencial Doador Definir a qualidade do enxerto cardíaco a ser aceito para o transplante é uma tarefa que frequentemente transcende a experiência clínica da equipe transplantadora, pelo fato de, muitas vezes, existir uma tênue separação entre o enxerto “ideal” e o enxerto dito “marginal”, ou não utilizável. Por isto, escores de risco baseados em variáveis clínicas do potencial doador, capazes de predizer a sobrevida do receptor pós- procedimento, são ferramentas de fundamental importância na tomada de decisão. 37 O Heart Donor Score , por meio de análise regressiva multivariada, comprova que os fatores idade, causa do óbito, hipertensão, parada cardíaca, fração de ejeção do ventrículo esquerdo, função valvar, Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE), cinecoronariografia, nível sérico de sódio e dose de noradrenalina/dopamina e dobutamina estão relacionados com o descarte do enxerto ofertado. Posteriormente, de acordo com a pontuação obtida pela Tabela 2.12 – Dispositivo de longa permanência disponíveis no Brasil Nome Tipo de bomba Tipo de suporte Presença de rolamento HeartMate III® Fluxo centrífugo Esquerdo Não Berlin Heart INCOR® Fluxo centrífugo Esquerdo Não (levitação eletromagnética) HeartWare® Fluxo centrífugo Esquerdo Não (levitação hidrodinâmica) Tabela 2.13 – Recomendações para dispositivos de assistência circulatória mecânica temporários como ponte para transplante Classe de Recomendação Indicações Nível de Evidência IIa BIA C ECMO Bombas circulatórias paracorpóreas BIA: balão intra-aórtico; ECMO: oxigenação por membrana extracorpórea 242

RkJQdWJsaXNoZXIy MjM4Mjg=