ABC | Volume 111, Nº1, Julho 2018

Artigo Original Wu et al Massagem do seio carotídeo na avaliação da síncope Arq Bras Cardiol. 2018; 111(1):84-91 A ocorrência de HO é um importante fator de risco para quedas e síncope, especialmente em idosos, com 18,2% de prevalência. 20-23 Neste estudo, observamos mais do que o dobro de prevalência (29,2% vs. 12,1%) de HO nos pacientes sintomáticos em comparação aos assintomáticos. Tal achado confirma a importância de se investigar HO nos idosos com síncope, reforçando a HO como uma das causas mais frequentes de síncope naquela faixa etária. Diferentemente dos resultados observados na investigação de HO, respostas similares foram obtidas durante a MSC nos grupos sintomático e assintomático. Tal achado pode reforçar as hipóteses de que a HSC não seja um marcador diagnóstico de uma síndrome clínica. Com proposta semelhante para avaliar a prevalência de HSC e o valor diagnóstico da MSC, Tan et al., 24 relataram respostas alteradas em 25% dos pacientes encaminhados para avaliação de síncope e quedas inexplicadas. Essa prevalência de HSC foi menor quando comparada à de outro estudo 25 em indivíduos acima dos 65 anos, provenientes de amostragem aleatória de uma comunidade não selecionada. Naquele estudo, os autores observaram HSC em 39% dos pacientes, e, num subgrupo sem história de síncope ou queda, 35% tinham hipersensibilidade à MSC, enquanto 36% tinham sintomas relacionados à MSC. Portanto, um teste positivo para HSC pode não determinar necessariamente a causa da síncope, deixando para o clínico a difícil decisão de aceitar o teste como confirmação da causa de síncope, podendo induzir a um diagnóstico incorreto. Solari et al., 26 propuseram um ponto de corte com a queda sintomática da PAS para valores ≤ 85 mmHg como o mais adequado para identificar a forma VD da HSC em um estudo com 164 pacientes submetidos à MSC que apresentaram Figura 1 – Magnitudes das respostas das pressões arteriais sistólica e diastólica (PAS e PAD, respectivamente) à inclinação de 70° nos grupos sintomático e assintomático. Note a significativa queda na PAS (p < 0,001) e na PAD (p = 0,001) no grupo sintomático em comparação ao grupo assintomático. 4 2 0 –2 –4 –6 –8 –10 mmHg ∆PAS ∆PAD –9,98 –4,27 –1,29 2,21 Sintomático Assintomático Figura 2 – Resultados da massagem do seio carotídeo de acordo com o tipo de resposta obtida nos grupos sintomático e assintomático. HSC: hipersensibilidade do seio carotídeo. 70 60 50 40 30 20 10 0 n sem HSC HSC cardioinibitória HSC vasodepressora 67 40 24 17 8 9 Sintomático Assintomático 87

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