ABC | Volume 110, Nº1, Janeiro 2018
Artigo Original Stephan et al Saúde móvel e fibrilação atrial Arq Bras Cardiol. 2018; 110(1):7-15 Figura 3 – Percepção de risco deAVC e sangramento pelos pacientes antes e após a interação com o aplicativo, comparada ao seu risco “real”, calculado pelos escores de CHA 2 DS 2 -VASc e HAS-BLED, mostrando um aumento não significativo na percepção adequada de risco. O teste utilizado para comparação foi o de Wilcoxon. AVC: Acidente Vascular Cerebral, App: Aplicativo. 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Risco de AVC Risco de sangramento p < 0,608 p < 0,218 Antes do app Depois do app Antes do app Depois do app 20% 30% 45% 60% Percepção adequada do seu risco 75% 70% 20% 25% Acreditam ter um risco menor do que o real 5% 0% 35% 15% Acreditam ter um risco maior do que o real Figura 2 – Médias de acertos no questionário sobre a doença antes (4,7) e após (7,2) a intervenção, comparadas por teste T de amostras pareadas, mostrando um aumento significativo do conhecimento dos pacientes após a interação com o aplicativo. As barras demonstram o desvio padrão e os círculos a pontuação de cada paciente. FA: Fibrilação Atrial, App: Aplicativo. 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Antes do app Depois do app p < 0,001 Acertos no questionario de conhecimento sobre FA sua avaliação. No Brasil, também não encontramos nenhum instrumento para suporte à decisão compartilhada em FA, seja em mHealth ou em outras mídias. Como pontos fortes do nosso estudo, citamos que o desenvolvimento do aplicativo foi todo baseado em evidências, levando em conta muitos fatores citados em diretrizes de decisão compartilhada e de cuidados com o paciente anticoagulado. 25,35 Foi incluída uma avaliação do nível de conhecimento prévio do paciente e o estilo de aprendizagem foi adequado às suas preferências de terminologia e navegabilidade. A quantidade e a profundidade das informações discutidas foram adaptadas e poderiam ser ampliadas ou reduzidas, conforme o entendimento de cada indivíduo. Como outra vantagem, a possibilidade de salvar a avaliação do paciente para uma posterior consulta permite que o instrumento seja uma ponte dentro do cuidado multiprofissional. Em um ambulatório integrado, por exemplo, o paciente poderia assistir ao vídeo e ter seus fatores de risco avaliados durante a triagem e, na consulta médica, focar na discussão dos tratamentos. 12
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