ABC | Volume 114, Nº2, Fevereiro 2020

Artigo Original Fernandes et al. Tendência da insuficiência cardíaca no Brasil subdesenvolvido Arq Bras Cardiol. 2020; 114(2):222-231 Figura 1 – Tendência do número (absoluto) de internações por insuficiência cardíaca de 2008 a 2017 na Paraíba (A) e regiões do Brasil (B). 8.000 300.000 250.000 200.000 150.000 50.000 100.000 7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0 0 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Internações Ano Ano Internações Hospitalizações por insuficiência cardíaca na Paraíba (2008-2017) Hospitalizações por insuficiência cardíaca no Brasil (2008-2017) Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-oeste Total A B Mortalidade absoluta da população A mortalidade por IC em números absolutos da população apresentou um declínio não significativo de 2008 a 2015 na Paraíba (R = -0,513; p = 0,175; Tabela 2) e Brasil (R = -0,412; p = 0,276; Tabela 3), sem diferença quanto ao gênero. As mulheres representaram 53% dos óbitos na Paraíba e 52% no Brasil. Na Paraíba, a diminuição no número absoluto de mortes por IC na população em todas as faixas etárias não foi estatisticamente significativa (Tabela 2). Entre 2008 e 2015, a maior proporção de mortes por IC ocorreu na faixa etária ≥ 80 anos tanto em homens como em mulheres na Paraíba (50% e 59%, respectivamente) e no Brasil (38% e 52%, respectivamente). As proporções de mortes por IC em indivíduos com idade ≥ 60 anos na Paraíba foi 87% nos homens e 90% nas mulheres, e no Brasil 83% nos homens e 89% nas mulheres. Taxa de mortalidade da população A média da taxa de mortalidade por IC na população foi de 19,2/100 000 (±1,09) na Paraíba e 14,0/100 000 (±0,53) no Brasil, com um declínio significativo de 10,7% (R = -0,751; p = 0,047; Tabela 2) na Paraíba e 7,7% (R = -0,905; p = 0,017; Tabela 3) no Brasil entre 2008 e 2015, respectivamente (Figura 2). Mortalidade hospitalar em números absolutos A mortalidade hospitalar em números absolutos entre 2008 e 2017 apresentou um decréscimo significativo de 37,5% na Paraíba (R = -0,824; p = 0,013; Tabela 2; Figura 3B) e uma diminuição não significativa de 14,6% no Brasil (R = -0,504; p = 0,131; Tabela 3; Figura 3B). Na análise estratificada, observou-se uma diminuição significativa no número absoluto de mortes hospitalares por IC tanto para homens como para Tabela 1 – Estatísticas descritivas da epidemiologia da Insuficiência Cardíaca na Paraíba, de 2008 a 2017 Variáveis Média Desvio padrão Shapiro-Wilk significância* Óbitos (população) † 739,88 32,92 0,385 Mulheres 387,88 24,07 0,916 Homens 349,63 17,71 0,099 Óbitos (no hospital) 474,50 95,52 0,324 Mulheres 238,80 46,15 0,763 Homens 234,70 52,04 0,161 Taxa de mortalidade populacional (por 100.000) † 19,16 1,09 0,775 Taxa de mortalidade hospitalar (por 100) 9,76 1,84 0,659 Número de admissões 5117,20 1805,13 0,176 Tempo médio de internação (dias) 5,92 0,80 0,121 * No teste de Shapiro-Wilk, a hipótese nula é que a população segue uma distribuição normal; se p < 0,05, os dados não são normalmente distribuídos; † Intervalo do ano: 2008-2015; Fonte dos dados: Sistema de Informação do SUS (DATASUS) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). 224

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