ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019

Artigo Original Sánchez-Hechavarría et al. Desigualdade no espectro de VFC para avaliação do estresse mental Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):725-733 significativo na subdivisão da LF durante o estresse mental, e recomenda-se estudos futuros para investigar a associação da frequência de 0,1 Hz à atividade barorreflexa arterial para melhor compreensão do mecanismo de adaptações fisiológicas durante o estresse mental. Conclusões Este estudo aplicou com sucesso o coeficiente de Gini às densidades espectrais de potência da VFC para medir a desigualdade na distribuição das bandas de frequência. Estes resultados sugerem que durante o estresse (desafio aritmético), comparado ao repouso, não apenas a potência total da banda de baixa frequência aumenta, mas a distribuição total da potência se torna mais desigual. As desigualdades espectrais da VFC analisadas a partir do coeficiente de Gini parecem ser indicadores independentes e homogêneos do estresse psicofisiológico mental comparados aos índices tradicionais da VFC, conforme este estudo piloto. Dos índices de Gini tradicionais e espectrais da VFC, FC, LF/HF, SpG(LF) parecem ser instrumentos válidos e confiáveis como indicadores de estresse, e este estudo fornece valores de corte para essas variáveis para discriminação dos estados de estresse e de repouso. Limitações do estudo Entre as limitações deste estudo, pode-se citar o pequeno tamanho da amostra. Este é um estudo piloto sobre a aplicação do coeficiente de Gini ao espectro da VFC, portanto, mais estudos com amostras maiores são recomendados para melhor compreensão e interpretação das desigualdades na densidade espectral de potência dos intervalos RR. Além disso, um desafio mental de aritmética foi usado para induzir estresse mental. Embora este método seja considerado válido e confiável, os resultados podem ser variados sob diferentes circunstâncias, já que o estresse mental é um fenômeno complexo e dinâmico. Finalmente, a VFC pode ser influenciada por hormônios dependendo da fase menstrual em participantes do sexo feminino. Embora a fase menstrual não tenha sido monitorada, os dados de ambas as condições (repouso e estresse mental) foram coletados no mesmo dia para minimizar a variabilidade basal. Contribuição dos autores Concepção e desenho da pesquisa e Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Sánchez‑Hechavarría ME, Ghiya S, Carrazana-Escalona R, Cortina-Reyna S, Andreu-HerediaA, Acosta-BatistaC, Saá‑Muñoz NA; Obtenção de dados: Sánchez-Hechavarría ME, Ghiya S, Carrazana-Escalona R, Cortina-Reyna S, Andreu‑Heredia A; Análise e interpretação dos dados: Sánchez‑Hechavarría ME, Ghiya S, Carrazana-Escalona R, Cortina-Reyna S, Acosta‑BatistaC; Análise estatística: Sánchez‑HechavarríaME, Andreu‑Heredia A, Saá-Muñoz NA; Redação do manuscrito: Sánchez-Hechavarría ME, Ghiya S, Acosta-Batista C, Saá-Muñoz NA. Potencial conflito de interesses Declaro não haver conflito de interesses pertinentes. Fontes de financiamento Opresente estudo não teve fontes de financiamento externas. Vinculação acadêmica Nãohá vinculaçãodesteestudoaprogramas depós-graduação. Aprovação ética e consentimento informado Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidad de Ciencias Médicas de Santiago de Cuba sob o número de protocolo 22/2017. Todos os procedimentos envolvidos nesse estudo estão de acordo com a Declaração de Helsinki de 1975, atualizada em 2013. O consentimento informado foi obtido de todos os participantes incluídos no estudo. 1. Kim HG, Cheon EJ, Bai DS, Lee YH, Koo BH. Stress and heart rate variability: a meta-analysis and review of the literature. Psychiatry Investig. 2018;15(3):235-45. 2. Chida Y, Steptoe A. Greater cardiovascular responses to laboratory mental stress are associatedwith poor subsequent cardiovascular risk status: ameta- analysis of prospective evidence. Hypertension. 2010;55(4):1026-32. 3. Bali A, Jaggi AS. Clinical experimental stress studies: methods and assessment. Rev Neurosci. 2015;26(5):555-79. 4. Heartratevariability:standardsofmeasurement,physiological interpretation and clinical use. Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology. Circulation. 1996;93(5):1043-65. 5. Draghici AE, Taylor JA. The physiological basis and measurement of heart rate variability in humans. J Physiol Anthropol. 2016;35(1):22. 6. Shaffer F, Ginsberg JP. An Overview of heart rate variability metrics and norms. Front Public Health. 2017 Sep 28;5:258. 7. Billman GE, Huikuri HV, Sacha J, Trimmel K. An introduction to heart rate variability: methodological considerations and clinical applications. Front Physiol. 2015 Feb 25;6:55. 8. Sztajzel J. Heart rate variability: a noninvasive electrocardiographicmethod tomeasure the autonomic nervous system. Swiss MedWkly. 2004;134(35- 36):514-22. 9. Ernst G. Heart-Rate Variability-More thanHeart Beats? Front Public Health. 2017 Sep 11;5:240. Referências 732

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