ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019
Atualização Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):787-891 Figura 3.1 – Escore ABC para insuficiência cardíaca (Health ABC Heart Failure Score). Idade Idade Pontos ≤ 71 -1 72-75 0 76-78 1 ≥ 79 2 Doença arterial coronariana Status Pontos Não 0 Possível 2 Definida 5 Hipertrofia do VE Status Pontos Não 0 Sim 2 PA sistólica mmHg Pontos ≤ 90 -4 95-100 -3 105-115 -2 120-125 -1 130-140 0 145-150 1 155-165 2 170-175 3 180-190 4 195-200 5 > 200 6 Frequência cardíaca bpm Pontos ≤ 50 -2 55-60 -1 65-70 0 75-80 1 85-90 2 ≥ 95 3 Tabagismo Status Pontos Não 0 Passado 1 Presente 4 Albumina g/dL Pontos ≥ 4,8 -3 4,5-4,7 -2 4,2-4,4 -1 3,9-4,1 0 3,6-3,8 1 3,3-3,5 2 ≤ 3,2 3 Creatinina mg/dL Pontos ≤ 0,7 -2 0,8-0,9 -1 1,0-1,1 0 1,2-1,4 1 1,5-1,8 2 1,9-2,3 3 > 2,3 6 PAS - 5 mmHg mais próximo FC - 5 bpm mais próximo Glicemia - 5 mg/dL mais próximo Glicemia de jejum mg/dL Pontos ≤ 80 -1 85-125 0 130-170 1 175-220 2 225-265 3 ≥ 270 5 Health ABC Risk Score Risco para IC Risco para IC em 5 anos ≤ 2 pontos Baixo < 5% 3-5 pontos Moderado 5-10% 6-9 pontos Elevado 10-20% ≥ 10 pontos Muito elevado > 20% mundial de indivíduos com IMC ≥ 25 kg/m 2 subiu, entre 1980 e 2013, de 28,8 para 36,9% nos homens e de 29,8 para 38,0% nas mulheres. 115 No Brasil, 52,4% da população encontrava-se com sobrepeso em 2014, sendo que 17,9% destes eram obesos. 116 Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) de 2018, a incidência atingiu 55,8% de sobrepeso e 18,7% para obesidade entre homens a partir dos 20 anos de idade e 53,9% e 20,7% para o sexo feminino, respectivamente. 117 Em um período de 34 anos, a prevalência de obesidade aumentou em mais de quatro vezes para os homens (de 2,8 para 12,4%) e em mais de duas vezes para as mulheres (de 8 para 16,9%). 118,119 Atualmente o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países com maior prevalência de obesidade e o número de adultos com sobrepeso ultrapassará o de baixo peso. 118 Observa-se uma importante ascensão do sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes, independente do sexo e das classes sociais, das quais uma proporção significativa tornar-se-ão adultos obesos. De natureza multifatorial, a obesidade é um dos fatores preponderantes para explicar o aumento da carga de DCNT, uma vez que está associada frequentemente a enfermidades CV como hipertensão arterial (HA), AVC, IC, 120 dislipidemias, diabetes tipo 2 e fibrilação atrial, 121,122 osteoartrites e certos tipos de câncer, sendo também apontada como importante condição que predispõe à mortalidade. 118,119 Soma-se a isso, a relação entre o ganho de peso ao longo do tempo com SM, risco aumentado de AVC e morte em fases tardias da vida. 123-125 Muitos pacientes que se apresentam com alguma destas alterações têmhipertrigliceridemia e aumento dos níveis plasmáticos de ácidos graxos, que são armazenados em forma de gotículas lipídicas no coração. Lípides intramiocárdicos que excedam a capacidade de armazenamento e oxidação podem tornar-se tóxicos e levar à cardiomiopatia não isquêmica e não hipertensiva conhecida como cardiomiopatia diabética ou lipotóxica. 126 A perda de peso significativa (≥ 5% do peso inicial) apresenta melhora nos níveis de PA, LDL-c, TG e glicose, retardando o aparecimento do diabetes tipo 2. 127 4.2. Prevenção Primária De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma dieta inadequada é o principal fator de risco para mortalidade precoce ao redor do mundo. 128 Dessa forma, uma nutrição saudável é recomendada para todos, e correlações benéficas são observadas entre a habilidade 810
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