ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663 11.7. Características do Suporte Básico de Vida de alta qualidade 912,914,922,923 O SBV de alta qualidade deve incluir algumas características que devem ser rigorosamente observadas pelos socorristas, com a finalidade de oferecerem RCP de qualidade (Quadro 11.1). 912,914,922,923 11.8. Sequência do Suporte Básico de Vida em Lactentes e Crianças para um ou mais Profissionais de Saúde No atendimento da PCR, a sequência de atendimento adotada é C-A-B, ou seja, após a identificação do paciente inconsciente, apneia ou respiração agônica e sem pulso central, iniciamos as compressões torácicas, a abertura de vias aéreas e a ventilação adequada (Figura 11.1 e 11.2). Deve-se checar a segurança do local. Se o local não for seguro, remova a vítima para um local seguro e inicie o atendimento. Checar a responsividade (classe IIa – LOE C – LD). Em lactentes, bater na região plantar de um dos pés do bebê por três vezes. Em crianças, chamar e tocar nos ombros por três vezes. Em caso de resposta, avalie e chame ajuda, se necessário. Se a vítima não responde e se encontra fora do ambiente hospitalar, gritar por socorro ou ativar o serviço de emergência por telefone celular − 192 para chamar o SAMU, para atendimentos clínicos, e 193 para acionar o Corpo de Bombeiros, em atendimentos de trauma, se disponível (classe I – LOE C – LD). Quadro 11.1 – Componentes do Suporte Básico de Vida de alta qualidade Componente Criança (1 ano até antes da puberdade) Bebês (< 1 ano, exclui recém-nascido) Segurança do local Checar segurança do ressuscitador e da vítima Reconhecimento Não responsivo Sem respiração ou gasping Sem pulso, tempo máximo 10 segundos Checagem respiração e pulso pode ser simultânea < 10 segundos Ativação do serviço emergência Colapso presenciado Colapso não presenciado Frequência Compressão Ventilação de via aérea avançada Mínimo 100/minuto e máximo 120/minuto 1 ventilação cada 6 segundos (10 ventilações/minuto) Profundidade compressão 1/3 diâmetro anteroposterior Cerca de 5 cm 1/3 diâmetro anteroposterior Cerca de 4 cm Sequência C-A-B Posicionamento das mãos 2 mãos ou 1 mão no terço inferior esterno 1 ressuscitador: 2 dedos centro tórax logo abaixo linha mamilar 2 ou mais ressuscitadores Retorno do tórax Permitir retorno completo tórax após cada compressão Minimizar as interrupções Limitar interrupção compressões em < 10 segundos Via aérea Inclinação da cabeça e elevação queixo (sem trauma) Relação compressão/ventilação 30:2 se 1 socorrista e 15:2 se 2 socorristas Desfibrilação Assim que disponível, minimizar interrupções. Reiniciar RCP pelas compressões logo após o choque. DEA pode ser usado < 1 ano na ausência desfibrilador manual RCP: ressuscitação cardiopulmonar; DEA: desfibrilador externo automático. Se um segundo socorrista estiver disponível, ele deve chamar ajuda do serviço médico de emergência e buscar um DEA no extra-hospitalar. No intra-hospitalar, se houver o TRR, este deve ser ativado. Caso não haja disponibilidade TRR no hospital, prosseguir o atendimento. Se o colapso for súbito, deixe a vítima e acione o serviço médico de emergência pelo telefone celular para trazer um DEA. Se houver outras pessoas, peça para realizar o acionamento do serviço médico de emergência enquanto permanece com a criança e inicia RCP. Checar respiração e pulso central simultaneamente (braquial em lactentes e carotídeo em crianças) por, no mínimo, 5 e máximo de 10 segundos (Classe I LOE C – LD). Se o pulso estiver presente, realize respirações de resgate (12 a 20 respirações por minuto). Para as ventilações, realizar a abertura das vias aéreas, utilizando a técnica da inclinação da cabeça para trás e elevação do mento. Se a frequência do pulso for menor que 60 bpm e não aumentar rapidamente após o início das ventilações de resgate, observe se há sinais de má perfusão. Na presença de hipoperfusão, a bradicardia apresenta repercussão hemodinâmica e está indicado o início precoce das compressões torácicas intercaladas com ventilação. Reavaliar em 2 minutos; se o pulso estiver ausente ou houver dúvida da presença de pulso após 10 segundos, reiniciar compressões torácicas. Para compressões torácicas e ventilações (Classe I LOE C – LD), a frequência deve ser de 100 a 120 compressões por minuto. A relação compressão/ ventilação é a seguinte: 552

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