ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019

Artigo Original Barbosa et al Prevalência de opacidades do cristalino Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):392-399 Figura 3 – Frequência (%) do uso da proteção lateral da mesa de exame pelos médicos (n = xx). 25 26 43 Não utilizam por indisponibilidade Utilizam rotineiramente Utilizam eventualmente Figura 4 – Frequência (%) do uso dos óculos plumbíferos pelos médicos (n = xx) 22 32 23 50 Não utilizam por indisponibilidade Utilizam rotineiramente Utilizam eventualmente Não utilizam por questões ergônomicas No Brasil, onde a cardiologia intervencionista tem desempenhado papel de destaque internacional, não há estudo sobre a prevalência de catarata nos seus profissionais, ou mesmo nas diversas aplicações da radiologia intervencionista. Opresente estudo tempor objetivo suprir esta lacuna, trazendo informações sobre o tema no território nacional. Os resultados encontrados demonstram que os profissionais que atuam na área de cardiologia intervencionista apresentam alterações no cristalino com diferença significante comparada ao grupo não exposto (p = 0,0058), a despeito do grupo de profissionais não expostos ter média de idade mais elevada. O achado de catarata do tipo subcapsular foi significativamente mais frequente (p = 0,0081) no grupo exposto em comparação ao grupo controle, confirmando os resultados de outros estudos publicados anteriormente. 18,21,23 Os demais tipos de catarata (cortical e nuclear), quando analisados separadamente, não foram prevalentes no grupo exposto, corroborando resultados de estudos prévios publicados. 23 Já a associação da catarata subcapsular + cortical foi mais prevalente no grupo exposto que o grupo controle. Os resultados mostraram predominância de catarata no olho esquerdo dos profissionais. Esse resultado foi relatado em outros estudos que demonstraram que, em procedimentos intervencionistas, o lado esquerdo do crânio recebe mais radiação comparada ao lado direito, explicada pelo posicionamento do profissional durante sua realização. 25, 26 Quando separamos por categoria profissional, torna-se mais evidente a prevalência de qualquer tipo de opacidade do cristalino no grupo exposto, sendo encontrado em 38% dos CIs, comparativamente à frequência de aproximadamente Figura 5 – Frequência do uso do anteparo plumbífero suspenso pelos médicos. 28 50 38 12 Não utilizam Utilizam rotineiramente Utilizam quando existente Utilizam eventualmente 396

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