ABC | Volume 111, Nº3, Setembro 2018
Artigo Original Schmidt et al Raiva e doença arterial coronariana em mulheres Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):410-416 Tabela 1 – Características clínicas, história médica e escalas STAXI de acordo com a presença de doença arterial coronariana Características DAC n= 115 (45,1%) Sem DAC n = 140 (54,9%) Total: 255 p* Idade (anos), média ± DP 61,0 ± 10,5 60,5 ± 9,7 0,65 Brancas, n (%) 97 (85,1) 111 (79,9) 0,27 Casadas, n (%) 50 (43,5) 81 (57,9) 0,02 Anos de estudo, anos 6,2 ± 5,4 5,9 ±4,4 0,65 Trabalho atual, n (%) 26 (22,6) 28 (20,0) 0,61 Morando sozinha, n (%) 28 (24,3) 32 (22,9) 0,78 Fatores de Risco Hipertensão, n (%) 102 (88,7) 120 (85,7) 0,48 DM, n (%) 41 (35,7) 20 (27,9) 0,18 Dislipidemia, n (%) 7 1 (61,7) 73 (52,1) 0,12 Tabagismo, n (%) 28 (24,3) 23 (16,4) 0,11 História familiar de DAC, n (%) 44 (38,3) 52 (37,1) 0,85 Depressão, n (%) 38 (33,0) 55 (39,3) 0,30 IMC (kg/m 2 ), média ± DP 27,6 ± 5,3 28,4 ± 6,0 0,25 História Médica Pregressa IAM prévio, n (%) 30 (26,1) 27 (19,3) 0,19 ICP prévia, n (%) 19 (16,5) 11 (7,9) 0,03 CRM prévia, n (%) 9 (7,8) 0 (0,0) < 0,001 Subescalas do STAXI Traço de raiva (pontos), média ± DP 20,0 ± 7,9 20,7 ± 8,5 0,54 Temperamento de raiva (pontos), média ± DP 8,6 ± 4,1 8,4 ± 4,0 0,69 Reação de raiva (pontos), média ± DP 8,0 ± 3,5 8,6 ± 4,2 0,20 Raiva dentro (pontos), média ± DP 16,03 ± 4,26 16,6 ± 5,2 0,34 Raiva fora (pontos), média ± DP 13,2 ± 4,6 12,9 ± 4,0 0,58 Controle da raiva (pontos), média ± DP 26,2 ± 5,00 27,7 ± 3,7 < 0,001 Expressão de raiva (pontos), média ± DP 19,0 ± 10,3 17,8 ± 9,0 0,29 p* - p ≤ 0,05, Teste t de Student ou Qui-quadrado; DP: desvio-padrão; DM: diabetes mellitus; DAC: doença arterial coronariana; IMC: índice de massa corporal; IAM: infarto agudo do miocárdio; ICP: intervenção coronariana percutânea; CRM: cirurgia de revascularização do miocárdio. De acordo com Shirato et al., 24 as diferenças de gênero também são evidentes nas taxas de sucesso das intervenções aplicadas para melhorar a circulação coronariana (revascularização miocárdica). As mulheres submetidas à angioplastia coronariana apresentamumexcelente prognóstico, a longo prazo, após um procedimento bem‑sucedido, semelhante ao observado em homens. No entanto, as complicações relacionadas ao procedimento de ICP e as taxas de mortalidade são três vezes maiores nas mulheres quando comparadas aos homens. 24 Haukalla et al., 20 encontraramque o baixo controle de raiva em 10 a 15 anos de seguimento clínico previu doença isquêmica do miocárdio em mulheres, mesmo Tabela 2 – Relação entre doença arterial coronariana e características basais Características Coeficiente Beta 95% IC para Coeficiente Beta Total: 255 p * Baixo controle da raiva 0,15 0,03 – 0,27 0,01 Casada - 0,12 - 0,24 – - 0,01 0,03 ICP prévia 0,14 0,04 – 0,40 0,02 CRM prévia 0,16 0,26 – 0,90 < 0,001 p * - p ≤ 0,05, Teste de Wald; IC: intervalo de confiança; ICP: intervenção coronária percutânea; CRM: cirurgia de revascularização do miocárdio. 413
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