ABC | Volume 111, Nº3, Setembro 2018

Artigo Original Raiva e Doença Arterial Coronariana em Mulheres Submetidas a Angiografia Coronariana: Acompanhamento de 48 Meses Anger and Coronary Artery Disease in Women Submitted to Coronary Angiography: A 48-Month Follow-Up Karine Elisa Schwarzer Schmidt, Alexandre Schaan de Quadros, Mauro Regis Moura, Carlos Antonio Mascia Gottschall, Márcia Moura Schmidt Instituto de Cardiologia / Fundação Universitária de Cardiologia (IC/FUC), Porto Alegre, RS – Brasil Correspondência: Márcia Moura Schmidt • Avenida Princesa Isabel, 370. CEP 90620-000, Santana, Porto Alegre, RS – Brasil E-mail: mmoura.pesquisa@gmail.com , mouramarcia050@gmail.com Artigo recebido em 11/08/2017, revisado em 20/12/2017, aceito em 11/04/2018 DOI: 10.5935/abc.20180165 Resumo Fundamento: O controle da raiva mostrou-se significativamente mais baixo em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), independentemente dos fatores de risco tradicionais conhecidos, da ocorrência de eventos prévios, ou de outros aspectos da raiva em estudo prévio do nosso grupo. Objetivo: Avaliar a associação entre raiva e DAC, sua evolução clínica e preditores de baixo controle de raiva em mulheres submetidas a coronariografia. Métodos: Trata-se de estudo de coorte prospectivo. Avaliou-se raiva com o Inventário de Expressão de Raiva como Estado e Traço de Spielberger (STAXI). Todas as mulheres agendadas para realização de angiografia coronariana durante o período de estudo foram abordadas consecutivamente. Definiu-se DAC como estenose de uma artéria coronária epicárdica ≥ 50%. Resultados: Este estudo incluiu 255 mulheres, que foram divididas em dois grupos, acima e abaixo da média do controle de raiva (26,99). Aquelas com controle abaixo da média erammais jovens e tinham história familiar de DAC. As pacientes foram seguidas por 48 meses para verificar a ocorrência de eventos cardiovasculares maiores. Conclusão: As mulheres com DAC submetidas a coronariografia apresentaram menor controle de raiva, que se associou com idade e história familiar de DAC. No seguimento clínico, a sobrevida livre de evento não diferiu significativamente entre pacientes com controle de raiva acima da média e aquelas com controle abaixo. (Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):410-416) Palavras-chave: Ira; STAXI; Inventário de Personalidade; Doença da Artéria Coronariana/mortalidade. Abstract Background: Anger control was significantly lower in patients with coronary artery disease (CAD), regardless of traditionally known risk factors, occurrence of prior events or other anger aspects in a previous study of our research group. Objective: To assess the association between anger and CAD, its clinical course and predictors of low anger control in women submitted to coronary angiography. Methods: This is a cohort prospective study. Anger was assessed by use of Spielberger’s State-Trait Anger Expression Inventory (STAXI). Women were consecutively scheduled to undergo coronary angiography, considering CAD definition as ≥ 50% stenosis of one epicardial coronary artery. Results: During the study, 255 women were included, being divided into two groups according to their anger control average (26.99). Those with anger control below average were younger and had a family history of CAD. Patients were followed up for 48 months to verify the occurrence of major cardiovascular events. Conclusion: Women with CAD undergoing coronary angiography had lower anger control, which was associated with age and CAD family history. On clinical follow-up, event-free survival did not significantly differ between patients with anger control above or below average. (Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):410-416) Keywords: Anger; STAXI; Personality Inventory; Coronary Artery Disease/mortality. Full texts in English - http://www.arquivosonline.com.br 410

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