ABC | Volume 111, Nº3, Setembro 2018
Artigo Original Radaelli et al Dislipidemia secundária em crianças obesas Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):356-361 Figura 1 – Fluxograma dos estudos incluídos. ECR: ensaio clínico randomizado. Artigos identificados através de busca nas bases de dados n = 16793 Artigos após remoção dos duplicados n = 15820 Artigos triados n = 15820 Artigos excluídos n = 15740 Avaliação dos artigos de texto completo para elegibilidade n = 80 Razões para exclusão dos artigos com texto completo (n = 80) – Não pediátrico (n = 39) – Não estatina (n = 15) – Não ECR (n = 12) – Hipercolesterolemia familiar (n = 14) Estudos incluídos em síntese quantitativa (meta-análise) Dislipidemia secundária à obesidade n = 0 Identificação Triagem Elegibilidade Incluídos preferência precoces têm influência a longo prazo no consumo de alimentos mais tarde. 10,11 Portanto, o fornecimento de informação nutricional é parte importante da rotina das consultas. 12,13 Entretanto, parece não haver avaliação sistemática do estado nutricional do paciente nem discussão de seus hábitos alimentares. 14 Com frequência, os médicos identificaram o desconhecimento nessa área como uma das principais limitações para tal prática. 15-17 Por outro lado, crianças obesas podem ter HF, fenotipicamente diagnosticada pela presença de altos níveis de LDL-C e pela história familiar de doença cardiovascular prematura e/ou altos níveis de colesterol em condições basais em um dos pais e/ou uma mutação que causa HF. 18-20 Após intervenção dietética, a probabilidade de qualquer criança com LDL-C ≥5 mmol/l (190 mg/dl) ter HF genética é alta. Uma história familiar de doença cardiovascular prematura em parente próximo e/ou altos níveis de colesterol em condições basais em um dos pais, LDL-C ≥ 4 mmol/l (160 mg/dl), também indica alta probabilidade de HF genética. A detecção de uma mutação patogênica, em geral no gene LDLR, é o padrão-ouro de teste diagnóstico para HF. Os níveis de LDL-C devem ser medidos pelo menos duas vezes em 3 meses para confirmar o diagnóstico de HF. 21 A manutenção de um estilo de vida saudável e o tratamento com estatina (8 a 10 anos de idade) são as principais intervenções propostas para controlar HF heterozigótica. O alvo para LDL-C de crianças é 3,5 mmol/l (130 mg/dl) se >10 anos de idade, ou idealmente reduzir em 50% os níveis basais de crianças com 8 a 10 anos de idade, em especial aquelas com níveis extremamente altos de LDL-C, níveis altos de lipoproteína(a), história familiar de doença cardiovascular prematura ou outros fatores de risco cardiovascular, que devem ser pesados considerando-se o risco de efeito adverso do tratamento de longo prazo. 18,21-23 As estatinas mostrarammelhor efeito nos principais desfechos cardiovasculares, justificando seu uso a despeito de seus ainda desconhecidos efeitos colaterais quando usadas por mais de 2 anos em crianças. 24 Os inibidores de HMG-CoA redutase mostraram repetidas vezes em estudos controlados randomizados que reduzem efetivamente a morbimortalidade coronariana em adultos de alto risco. Como resultado, as estatinas tornaram-se um dos medicamentos mais prescritos para adultos no mundo. 25 As estatinas provaram reduzir efetivamente os níveis de LDL-C e os eventos vasculares em adultos. 26,27 358
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