ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Posicionamento 1º Posicionamento Brasileiro sobre o Impacto dos Distúrbios de Sono nas Doenças Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):290-340 Sumário 1. Introdução ............................................................................................ 03 1.1. Classes (graus) de Recomendação ................................................... 04 1.2. Níveis de Evidência ............................................................................ 04 2. Epidemiologia dos Distúrbios Respiratórios do Sono na População Geral e em Pacientes com Doenças Cardiovasculares ............. 05 2.1. Distúrbios Respiratórios do Sono na População Geral ....................... 05 2.2. Distúrbios Respiratórios do Sono nas Doenças Cardiovasculares ....... 06 2.2.1. AOS e Hipertensão Arterial Sistêmica ........................................... 06 2.2.2. Apneia Obstrutiva do Sono e Doença Arterial Coronariana .......... 06 2.2.3. Apneia Obstrutiva do Sono, Apneia Central e Insuficiência Cardíaca ................................................................................................... 06 2.2.4. Apneia Obstrutiva do Sono e Arritmias ......................................... 07 2.2.5. Apneia Obstrutiva do Sono e Acidente Vascular Cerebral ............ 07 3. Classificação e Quadro Clínico .............................................................. 08 3.1. Classificação da Apneia Obstrutiva do Sono ...................................... 08 3.2. Quadro Clínico ................................................................................... 08 3.2.1. Fatores Predisponentes .................................................................. 08 3.2.2. Sintomas ........................................................................................ 08 3.2.3. Achados do Exame Físico ............................................................... 10 3.3. Diagnóstico ........................................................................................ 10 3.3.1. Polissonografia Noturna ................................................................ 12 3.3.2. Monitores Portáteis ....................................................................... 12 3.4. Considerações desta Seção ............................................................... 12 4. Apneia Obstrutiva do Sono e Doenças Cardiovasculares ....................... 13 4.1. Efeitos Agudos da Apneia Obstrutiva do Sono ................................... 13 4.2. Efeitos Crônicos da Apneia Obstrutiva do Sono .................................. 13 4.2.1. Hipertensão Arterial Sistêmica ...................................................... 13 4.2.1.1. Descenso Pressórico do Sono e Apneia Obstrutiva do Sono ..... 13 4.2.1.2. Pré-hipertensão e Hipertensão Arterial Sistêmica Mascarada ... 14 4.2.1.3. Hipertensão Arterial Sistêmica Resistente .................................. 14 4.2.1.4. Impacto do Tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono (CPAP e Avanço Mandibular) na Pressão Arterial .................................... 14 4.2.1.5. Impacto de Tratamentos da Hipertensão Arterial Sistêmica na Gravidade da Apneia Obstrutiva do Sono .......................... 15 4.2.2. Arritmias ........................................................................................ 15 4.2.2.1. Fibrilação Atrial ........................................................................... 16 4.2.2.2. Bradiarritmias ............................................................................. 16 4.2.2.3. Taquiarritmias ............................................................................. 17 4.2.3. Alteração Estrutural Cardíaca ........................................................ 17 4.2.3.1. Alterações Estruturais e de Desempenho do Ventrículo Esquerdo .................................................................................................. 17 4.2.3.2. Alterações Estruturais e de Desempenho do Átrio Esquerdo ..... 18 4.2.3.3. Alterações no Desempenho do Ventrículo Direito ..................... 18 4.2.4. Insuficiência Cardíaca .................................................................... 19 4.2.5. Cardiomiopatia Hipertrófica .......................................................... 19 4.2.5.1. Tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono em Pacientes com Cardiomiopatia Hipertrófica ............................................................ 20 4.2.6. Metabolismo Lipídico, Glicídico e Síndrome Metabólica .............. 20 4.2.6.1. Apneia Obstrutiva do Sono e Dislipidemia ................................ 20 4.2.6.2. Apneia Obstrutiva do Sono e Metabolismo Glicídico ................ 20 4.2.6.3. Apneia Obstrutiva do Sono e Adiposidade Visceral ................... 21 4.2.6.4. Apneia Obstrutiva do Sono na Síndrome Metabólica ................ 21 4.2.7. Aterosclerose ................................................................................. 21 4.2.8. Doença Arterial Coronariana ......................................................... 22 4.2.8.1. Apneia Obstrutiva do Sono Como Potencial Fator de Risco para Doença Arterial Coronariana ................................................. 23 4.2.9. Acidente Vascular Cerebral ............................................................ 23 4.2.10. Mortalidade Total e Cardiovascular ............................................. 24 4.2.10.1. Mortalidade Tota l...................................................................... 24 4.2.10.2. Mortalidade Cardiovascular ..................................................... 24 5. Impacto Cardiovascular da Apneia Obstrutiva do Sono em Crianças ..... 25 6. Apneia Central do Sono ........................................................................ 28 6.1. Tratamento da Apneia Central ........................................................... 28 7. Alterações Cardiovasculares em Outros Distúrbios de Sono .................. 29 7.1. Privação do Sono ............................................................................... 29 7.2. Insônia ............................................................................................... 30 7.3. Narcolepsia ........................................................................................ 31 7.4. Síndrome das Pernas Inquietas .......................................................... 31 8. Papel da Equipe Multidisciplinar no Tratamento dos Distúrbios de Sono .................................................................................... 32 8.1. Fisioterapia ........................................................................................ 32 8.2. Educação Física ................................................................................ 33 8.3. Nutrição ............................................................................................. 33 8.4. Fonoaudiologia .................................................................................. 33 8.5. Enfermagem ...................................................................................... 33 8.6. Odontologia ....................................................................................... 34 8.7. Psicologia .......................................................................................... 34 9. Considerações Finais ............................................................................ 34 9.1. Afinal Qual Deve Ser o Papel do Cardiologista no Manejo dos Distúrbios de Sono? .................................................................................. 34 1. Introdução Os distúrbios de sono compreendem uma vasta gama de condições clínicas capazes de interferir negativamente em todos orgãos e sistemas, e, em particular, no sistema cardiovascular. As consequências são inúmeras e não limitadas à fase em que estamos dormindo; pelo contrário, os distúrbios de sono causam importantes repercussões também no período da vigília, comprometendo a qualidade de vida e contribuindo para o surgimento de muitas doenças. A importância deste tema tem ganhado cada vez mais a atenção da sociedade, principalmente por mudanças drásticas do estilo de vida da população mundial nas últimas décadas: estamos dormindo cada vez menos, e o excesso de peso contribui para o aumento da prevalência dos distúrbios respiratórios do sono. Nesta diretriz, abordaremos as principais evidências que sugerem, cada vez de forma mais consistente, o impacto dos distúrbios de sono nas doenças cardiovasculares. Estamos cada vez mais convencidos de que os distúrbios de sono são novos fatores de risco cardiovascular. No entanto, na prática clínica, o subdiagnóstico e o consequente subtratamento são frequentes. Como veremos, a prevalência dos distúrbios de sono é muito alta em pacientes com doenças cardiovasculares. Mais do que frequente, há evidências consistentes sugerindo que os distúrbios de sono aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Fica claro que o cardiologista tem um papel fundamental na identificação de pacientes portadores de distúrbios de sono. Desta forma, este profissional (que não é habitualmente treinado em Medicina do Sono) pode beneficiar-se deste documento. No entanto, nossa intenção não é transformar o Cardiologista que lê este documento em um especialista em sono, mas em um profissional importante e atuante, que pode ajudar a identificar os pacientes que devem ser tratados em conjunto com especialistas da área. Uma proposta do papel do Cardiologsta no manejo dos distúrbios de sono está descrita no setor de considerações finais deste documento. 292

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